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VISITA DE ESTUDO
À
LISBOA MEDIEVAL - UM ITINERÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1383-1385


Lisboa Quinhentista (pormenor de uma gravura alemã publicada na obra de Giorgius Braunius Agrippinensis "Civitatis Orbis Terrarum")


BEM VINDOS AO CASTELO DE SÃO JORGE, CORAÇÃO DA LISBOA MEDIEVAL


Castelo de S. Jorge

O Castelo de S. Jorge, tal como se nos apresenta hoje, tem pouco a ver com o que seria em 1383-1385, pois ao longo dos séculos foi sofrendo obras de restauro e de adaptação. De salientar a última intervenção arquitectónica que data da década de 40 do nosso século.

No Castelo distinguem-se o Castelo Velho ou Castelejo, que ocupa um recinto de forma quadrangular, com as muralhas que o envolvem interrompidas por altas torres, algumas das quais conservam designações próprias: Torre do Haver ou do Tesouro, Torre Albarrã ou de Ulisses, Torre do Observatório, Torre da Cisterna, Torre do Tombo... e, no interior, a cidadela, onde se encontram as ruínas do Palácio Real, que substituiu a alcáçova muçulmana.
Este Paço foi escolhido por D. Dinis para sua residência, exemplo seguido por todos os nossos reis, até D. Manuel I. Foi aqui que Gil Vicente representou o Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação para a Rainha D. Maria, mulher de D. Manuel I, quando nasceu o futuro rei D. João III e que D. Manuel recebeu em festa Vasco da Gama no regresso da sua viagem à India.


Planta do Castelo

1. Procura a estátua do rei que conquistou o Castelo aos Muçulmanos em 1147 e escreve o seu nome.______________________________________________________________

2. Percorre a área do Castelo Velho e procura as Torres Albarrã ou de Ulisses, a da Cisterna e a do Tombo. Sobe e desfruta a paisagem.

2.1 Diz qual seria a função da Torre do Tombo.
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3. Procura a Porta da Traição e regista para que serviria.__________________________ ______________________________________________________________________


Paredes e Janelas dos restos do Paço

4. Identifica a parte das ruínas do Paço Real que mais se assemelham à arquitectura do século XIV e descreve-a.___________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

5. Caracteriza o estilo artístico do arco das portas da Casa Ogival onde estão integradas as ruínas do Paço Real._______________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________


Casa Ogival


- Que Deus, Nosso Senhor, esteja convosco! Sou o guardador das escrituras do Tombo!
- Acaso procurais el-rei D. Fernando para lhe desejardes boas melhoras?
- Ele não se encontra neste Paço! Como vêdes, o Paço encontra-se em péssimo estado, devido aos terramotos que ocorreram neste século XIV. O rei e a sua Corte mudaram-se para o Paço dos Infantes ou Paço do Limoeiro que fica a par de S. Martinho.
- Descei a colina comigo, que eu vos direi onde é.


Edifício que está em lugar do Paço, visto de longe. (CEJ)

- Vinde! Também vos ajudarei a espreitar para dentro do tempo! Esse tempo difícil, quando o rei D. Fernando está às portas da morte e muitos portugueses já recusam a ideia da sua filha D. Beatriz ocupar o trono, visto estar casada com o rei de Castela. Muito menos aceitam a regência de D. Leonor.

6. Identifica a personagem que acaba de nos falar e nos irá acompanhar nesta visita.
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Estamos na Rua do Limoeiro, frente ao edifício do Centro de Estudos Judiciários. Neste local situava-se o Paço do Limoeiro, por ter, segundo a lenda, uma grande árvore que caracterizava o sítio. Também se chamava Paço dos Infantes, por ter sido atribuído aos Infantes D. João e D. Dinis, filhos de D. Pedro e de D. Inês de Castro, para aí residirem, e Paço de a-par-de S. Martinho, por se situar defronte da Igreja de S. Martinho. A ligação entre o Paço e a Igreja fazia-se por um arco ou passadiço. A Igreja de S. Martinho situava-se junto ao actual Pátio do Carrasco.

7. Procura no muro que envolve o edifício do CEJ uns restos de pedras com nervuras que, segundo alguns historiadores, serão os únicos indícios do primitivo muro do Paço. Este bocadinho de muro situa-se quase ao lado do edifício que hoje alberga uma secção do Partido Socialista.

8. Pede autorização para entrar no edifício e admira os tectos de algumas salas que, segundo alguns conhecedores, pertenceram ao primitivo Paço.


CEJ

Este Paço Real, segundo as crónicas e estampas antigas era um edifício magnífico coroado de torres com pináculos medievais. Serviu de residência a D. Fernando e D. Leonor Teles, mais tarde a D. João I, enquanto não se terminaram as obras de restauro do Paço da Alcáçova no Castelo, e ao Infante D. Duarte, depois rei. Também aqui residiram as comendadeiras de Santos-o-Velho, de que era religiosa superior D. Inês Peres, "senhora" do Mestre de Avis e mãe de D. Afonso, primeiro Duque de Bragança.
No reinado de D. João II já era utilizado como Cadeia e como sede de Desembargo do Paço.
No reinado de D. Manuel, instalou-se nos andares superiores a Casa da Suplicação ou do Cível e no tempo de D. João III continuou a ser utilizado como Cadeia da Corte e da Cidade, com algumas dependências a servir de repartições de Justiça.
No terramoto de 1755, ficou muito arruinado e os presos na ânsia de salvarem a vida e recuperarem a liberdade fugiram como puderam. D. Maria I planeou reconstrui-lo, o que só aconteceu muito mais tarde.
Voltou a ser utilizado como cadeia, nomeadamente durante o Estado Novo.
Um pouco mais abaixo, do outro lado da rua, situa-se o Aljube, cadeia de presos políticos durante o regime de Salazar. É um edifício inexpressivo, reconstituído de um outro mais antigo. Sobre o portal encontra-se o brasão de armas de D. Miguel de Castro, arcebispo de Lisboa entre 1568 a 1625. Foi cadeia de eclesiásticos, cadeia de mulheres até à fundação da cadeia das Mónicas e depois, até ao 25 de Abril de 1974, prisão dos opositores ao regime.
Triste fado o destes dois edifícios!


- Mas relembremos aquela tarde de 6 de Dezembro de 1383!
- Sentemo-nos na soleira desta humilde casa, junto ao Pátio do Carrasco e tentemos reconstituir o quadro dramático de grande alcance político que o Mestre de Avis protagonizou neste Paço Real!
- Façamos a leitura de um excerto da Crónica de D. João I que outrora escrevi!

Nesse dia, o Mestre - filho bastardo de el-rei D. Pedro I - entrou abruptamente no Paço, acompanhado por vinte fidalgos; cortou mesureiro à câmara onde estava a Rainha, que se mostrou justo surprendida pelo facto de aqueles trazerem armas. O Mestre falou a D. Leonor Teles de negócios militares, como governador que era da região entre Tejo e Guadiana e depois entreteve conversa com o Conde Andeiro de modo a levá-lo até uma sala contígua da câmara real.

(...) E chegando-se o Mestre com o Conde junto de uma fresta, (...) começou de lhe falar desta maneira:

- Conde, eu me admiro muito de vós serdes homem a que eu bem queria e que procurais agora a minha desonra e morte.

- Eu, senhor! - disse ele - Quem vos disse tal cousa, mentiu-vos!

O Mestre que mais vontade tinha de o matar que de estar com ele em razões, tirou um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe à cabeça; porém não foi a ferida tamanha que dela morrera, se mais não houvera.

Os que estavam por perto, quando viram isto, quiseram dar-lhe as suas espadas; e ele movendo-se para tentar chegar à câmara da Rainha. Logo Rui Pereira, que estava mais perto, feriu-o com um estoque e o Conde caiu logo em terra, morto.

(...) O Mestre mandou cerrar as portas para que não vieese ninguém e disse ao seu pajem que fosse à pressa pela cidade, bradando que matavam o Mestre.

(...) O pajem (...) começou a ir rijamente a galope em cima do cavalo em que estava, dizendo a altas vozes, bradando pela rua:

- Matam o Mestre! Matam o Mestre nos Paços da Rainha! Acorrei ao Mestre que matam!

O pajem correu as ruas de Lisboa, desde o Paço até à casa de Álvaro Pais, gritando sempre: (...) Matam o Mestre! (...) Acorrei ao Paço da Rainha!

A casa ou Torre de Álvaro Pais, situava-se no actual Largo Trindade Coelho. Neste belo Largo podemos admirar hoje a Igreja e Museu de S. Roque, a Santa Casa da Misericórdia, um monumento ao ardina de Lisboa, um monumento comemorativo do casamento do rei D. Luís com D. Maria Pia de Sabóia, oferecido pela comunidade italiana de Lisboa e ainda edifícios lindíssimos de lojas, escritórios e habitação.


(...) Álvaro Pais que estava prestes e armado, (...) cavalgou logo à pressa, (...) bradando a quaisquer que achava, dizendo:
- Acorramos ao Mestre, amigos, acorramos ao Mestre, que filho é de el-rei D. Pedro! Acorramos ao Mestre que matam sem porquê!

A gente começou de se juntar a ele e era tanta que era estranha cousa de ver. (...) E começavam a dizer:

- Hu matam o Mestre? Que é do Mestre? Quem çarrou estas portas?
(...)Queremos ver o Mestre! Pois se vivo é, mostrai-no-lo e vê-lo-emos!

O Mestre ali se mostrou a uma grande janela (...) e disse:

Amigos, apacificai-vos, que eu estou vivo e são, graças a Deus!

(...) E o povo dava graças por o Mestre ter escapado à morte por traição do Conde e da aleivosa da Rainha. (...)

A cidade estava toda em alvoroço. O Mestre que já tinha abandonado o Paço na companhia de alguns notáveis foi avisado que o povo queria matar o Bispo de Lisboa. Alguém o aconselhou a não se intrometer, porque se o Bispo morresse, não faltaria outro e português que o servisse ainda melhor que este.


Sé de Lisboa

(...) O povo de Lisboa, acompanhado de Álvaro Pais, intimou o Bispo da Sé de Lisboa a repicar os sinos, pois outras Igrejas já repicavam.
O Bispo ignorava o que se tinha passado no Paço e recusou, o que foi entendido estar a favor da Rainha e de Castela, pois ele era castelhano.
O povo em fúria exige a morte do Bispo que é ferido e atirado da torre da Sé. Despiram-no, apedrejaram-no e arrastaram-no pelas ruas. Igual sorte tiveram o prior de Guimarães e o tabelião que o acompanhavam nesse momento.

9. Entremos na Sé Catedral de Lisboa!

Podes fazer a visita livremente ou optar pelo percurso que a seguir se propõe..
Seja qual for a tua opção, lembra-te que este espaço é sagrado. Faz a tua visita em silêncio e com o maior respeito.



Sé de Lisboa
u m a   v i s i t a




(...) A Rainha chorava a morte do Conde, jurando vingança. O corpo do Conde jazia tapado com um tapete velho, ninguém ousando enterrá-lo. Quando a noite já ia alta, a Rainha mandou sepultá-lo na Igreja de S. Martinho, quase em segredo.
(...) O povo dava "folgança a seus ofícios", juntava-se em magotes e falava sobre os acontecimentos da véspera.
(...) Então alguém se lembra de "assaltar a Judiaria, a bem de roubar alguns judeus ricos, assim como D. Juda e D. David Negro, um tesoureiro-mor e outro conselheiro de el-rei D. Fernando. O dinheiro destes judeus serviria a causa do Mestre". Começou de se juntar o povo e os Judeus pediram ajuda ao Mestre de Avis para demover o povo de tal intento.

(...) O Mestre dirigiu-se à Judiaria e disse ao povo:

- "Que é isto amigos? Que obra é esta que quereis fazer?

- Senhor, disseram eles, os traidores destes judeus D. Juda e D. David Negro que são da parte da Rainha, têm grandes tesouros escondidos e queremos tomá-los e dá-los a vós, que queremos por nosso senhor.

- Amigos, disse ele, não queirais esta coisa fazer, mas deixai vós a mim esse cuidado e eu porei sobre ele remédio.

(...) Depois de tentar demover o povo de tal intento, o Mestre foi aconselhado a partir dali e o povo foi com ele pela Rua Nova.
(...) Antão Vasques mandou apregoar, em nome do Mestre, que ninguém ousasse fazer mal aos judeus.
(...) As gentes folgaram ao ouvir o pregão e disseram umas às outras: - Que estamos fazendo? Tomemos este homem por senhor e alcemo-lo por rei!


Mapa da Judiaria segundo João Nunes Tinoco, 1650.

Esta é a Judiaria grande ou Judiaria velha de Lisboa que se situava entre as Igrejas da Madalena, de S. Nicolau e de S. Julião e nas imediações das antigas Ruas da Correaria, Ourivesaria, Poço da Fótea e Rua Nova de El-Rei.
Foi nesta Judiaria que se verificaram os acontecimentos atrás referidos, segundo a narrativa de Fernão Lopes, o nosso cicerone.
Em Lisboa, houve mais três Judiarias.

Queres saber onde se situavam?
No lugar da Pedreira, onde hoje se situa o Largo do Carmo e imediações existiu uma outra Judiaria. Foi extinta em 1317, quando D. Dinis doou essas casas ao Almirante Pessanha. Este almirante de origem italiana foi contratado pelo rei D. Dinis para organizar a Marinha portuguesa.
Em Teracenas existiu também a Judiaria pequena, referida pela documentação de D. Dinis e que foi demolida no reinado de D. Fernando (1367.1383).
Em Alfama existiu outra Judiaria, fundada no reinado de D. Pedro, segundo alguns autores, ou no reinado de D. Fernando, segundo outros. Situar-se-ia junto da Torre de S. Pedro, perto da Igreja dedicada ao santo do mesmo nome. tinha uma sinagoga com quatro salas sobradadas e possuia um balcão virado para o beco.
Esta sinagoga parece ter sido construída sem a devida autorização régia e os judeus teriam sido multado em 50 libras de ouro. A questão foi julgada a favor dos judeus mas estes foram proibidos de frequentarem a sinagoga por esta estar em lugar que perturbava as boas horas na Igreja de S. Pedro.
A rua da Judiaria, em Alfama, é tudo o que resta das quatro Judiarias de Lisboa.


Rua da Judiaria de Alfama.

Conforme podes verificar na planta da Judiaria, a Sinagoga grande situava-se em frente da actual Igreja da Madalena.

10. Segue até à Igreja, observa-a e identifica o seu estilo arquitectónico.
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11. Sabes o que era a Sinagoga?
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11.1 Diz quis eram e ainda são as suas funções.
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12. Perto das Sinagogas situava-se a Beth Midrash, um centro de estudos biblicos, a escola, o estudo palaçano e a livraria.
Considerando que na Idade Média a maioria das pessoas não sabia ler nem escrever, que te parece a existência destes centros de cultura na Judiaria?
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12.1 O estudo palaçano era um centro de estudos vários, nomeadamente, de cartografia, astronomia, geografia, matemática, medicina...
Relaciona estes estudos com a contribuição dos judeus para as viagens de descoberta de Portugal, nos séculos XV e XVI.
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Igreja de S. Domingos.

13. Segue pela Rua da Madalena, atravessa a Praça da Figueira e dirige-te para a Igreja de S. Domingos, atrás do Rossio.

O Mosteiro de S. Domingos foi fundado em 1241 por D. Sancho II e a Igreja construída em 1249, por vontade de D. Afonso III. O edifício foi sofrendo alterações na sua arquitectura e decoração ao longo dos tempos. As actuais porta e capela-mor foram desenhadas por Frederico Ludovice em 1748. Muito danificada com o terramoto de 1755, perdeu belos quadro de Bento Coelho e outro espólio artístico igualmente importante. A sua reconstrução, iniciada após 1758, contou com o pintor Pedro Alexandrino para a decoração dos tectos, capela-mor e outras capelas. Já neste século sofreu um grande incêndio, mantendo-se fechada ao culto durante alguns anos.
Foi na Igreja de S. Domingos que, no reinado de D. Manuel I, após o Édicto de Expulsão dos Judeus em 1496, se procedeu ao baptismo cristão de muitas pessoas da religião judaica.

13.1 Identifica o estilo artístico da Igreja.
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14. Observa a fachada, escolhe dois pormenores decorativos e representa-os em desenho.
(podes representar as portas, as janelas, a balaustrada,etc.)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Foi neste Mosteiro de S. Domingos que o povo de Lisboa aclamou o Mestre de Avis como Regedor e Defensor do Reino.
Como nessa reunião não estivessem presentes muitos honrados cidadãos, combinou-se chamá-los à Câmara no dia seguinte para que outorgassem o que tinha sido decidido no Mosteiro.
No início da reunião todos se mantiveram calados. Então Afonso Anes Penedo, pondo a mão na espada e passeando-se de um lado para o outro, disse:

- Vós outros que estais assim fazendo? Quereis vós outorgar o que vos dizem? Ou dizei que não quereis, que eu nesta empresa não aventurei mais que a minha garganta. E quem isto não quiser outorgar, há-de pagar com a sua, antes de sair daqui.
E todos os que ali estavam do povo miúdo aquela mesma razão disseram.
Vendo aqueles que foram chamados o alvoroço em que (...) o povo estava e vendo que não podiam fazer outra coisa contrária, outorgaram então o que os outros tinha prometido e assim foi escrito por suas mãos.

E desta maneira foi o Mestre tomado por Regedor e Defensor do Reino, no qual regimento e defesa que fez bem se mostrou sua virtuosa ardileza.

E a Revolução continuou... Mas, os passos mais importantes estavam dados, graças à vontade e acção do povo miúdo de Lisboa.

A nossa visita chegou ao fim.
Muito mais haveria para ver, descobrir e admirar nesta Lisboa, princesa do Tejo!
Espero que voltes!


FICHA TÉCNICA

Coordenadora: Natividade Monteiro

Guião da Visita à Lisboa Medieval - Um Itinerário da Revolução de 1383-1385 e documentos complementares, Natividade Monteiro, professora de História do Instituto Militar dos Pupilos do Exército e membro da Direcção da APH.

Desenhos de Fernão Lopes, Nelson Monteiro, aluno do 8º A do Instituto Militar dos Pupilos do Exército.

Fotografia, Natividade Monteiro


BIBLIOGRAFIA

ARAÚJO, Norberto de, "Peregrinações em Lisboa descritas por Norberto Araújo e acompanhadas por Martins Barata", Livro II, Parceria A.M.Pereira-Lisboa, s.d..

BORGES COELHO, António, "A Revolução de 1383", Seara Nova, 1977

CASTRO, João Bautista, Padre, "Mappa de Portugal Antigo, e Moderno" Tomo III, Parte V, Lisboa, 1763.

DINIZ, Maria Emília, Adérito Tavares e Arlindo Caldeira, História 7", Editorial O Livro, Lisboa, 1994.

FERNANDES, Maria Júlia, "Passos na Areia", Contexto, Lisboa, 1996

FERNÃO LOPES, "Crónica de El-rei D. João I de Boa Memória", in História de uma Revolução, Introdução e notas de J.H. Saraiva, Europa-América, Mem-Martins, 1977.

PEREIRA, José Costa, "Dicionário de História de Portugal" Edições Alfa, 1986

PEREIRA, Luiz Gonzaga, "Monumentos Sacros em Lisboa em 1833", Prefáciado por Vieira da Silva, Biblioteca Nacional, 1927.